A importância de uma
doutrina de Segurança da Informação no meio corporativo
¹Douglas Mathias de Oliveira Lima
¹Mateus Gonçalves Costa
¹Faculdade de Tecnologia de São
Caetano do Sul - Antônio Russo
Resumo:
Com o avanço da tecnologia, as
informações das corporações acabaram sendo transformadas em um formato digital
por conta do fácil acesso a dispositivos online. Podendo se armazenar uma
informação de “n” formas a partir de um computador ou dispositivo móvel com ou
sem internet. Se teve a necessidade de
um ativo para a proteção dos dados. A segurança da informação veio a ser um
guardião dos dados e informações, sendo necessária para toda a proteção dos
meios, deve-se ter doutrinas que regem a impor ordens a serem realizadas para
se ter êxodo na proteção dos dados. Neste trabalho, vem a prover a importância
de uma doutrina de segurança da informação em um meio corporativo, demonstrando
suas vantagens e riscos caso esteja sendo aplicada de forma incorreta, visando
a integridade, disponibilidade e confidencialidade da informação.
Palavras-Chave: Políticas de Segurança, Segurança da
Informação, Tecnologia da Informação.
Abstract:
With the advancement of technology, the information of corporations ended up
being transformed into a digital format because of the easy access to online devices. Being
able to store an information of " n" forms from a computer or mobile device with or without
internet. If you have had the need of an asset for data protection . Information security
became a guardian of data and information is necessary for the protection of all means,
it should be borne doctrines governing impose orders to be made to have exodus in data
protection. This work is to provide the importance of information security doctrine in an
enterprise environment, demonstrating its advantages and risks if it is being applied
incorrectly , in order to integrity, availability and confidentiality of information.
Keywords: Security Politics, Information
Security, Information Technology.
1. Introdução
Com o auxílio da tecnologia da
informação no meio empresarial, se pode simplificar processos que necessitavam
de um tempo mais árduo para ser concluído. Com isso se incrementaram métodos
para administrar tal tecnologia, que em sua maioria era organizada de uma forma
não segura, deixando os dados mais vulneráveis a ameaças. Sendo assim, a
Segurança da Informação (SI) vem se destacando com muita importância nas
corporações, por ser algo primordial no mundo dos negócios para se ter a
garantia da confidencialidade, integridade, disponibilidade, do não-repúdio e
da legalidade da informação. Por isso, Segurança da Informação é a área
dedicada à proteção de ativos da informação contra: acessos não autorizados,
alterações indevidas, indisponibilidade, repúdio e ilegalidade.
Sendo a
informação presente em todo o meio corporativo, cabe a todos os funcionários a
lidarem com esse ativo de forma organizada, que em determinada função gerencia
uma parte específica da informação da corporação. Segundo Ferreira, a
classificação das informações norteia-se mediante ao impacto que causaria a sua
perda, alteração ou uso sem permissão. Ferreira afirma que “quanto mais
estratégica e decisiva para a manutenção ou sucesso da organização maior será
sua importância”. (FERREIRA, 2008, p. 78).
A partir do momento em que se não se utiliza esse ativo, riscos
podem ocorrer, podendo causar danos na informação e até mesmo na
disponibilidade, caso ocorra, pode-se parar toda uma corporação, que por
consequência acarretará em prejuízos incontáveis para todo o meio.
Nesse trabalho, introduz-se uma
análise ao assunto de políticas de segurança da informação, que apresenta
formas de conscientiza a sua utilização dentre os colaboradores de “n”
corporação, demonstrando as vantagens de se ter uma política de TI na empresa, auxiliando
e informando os riscos presentes no ambiente de trabalho que podem prejudicar
todo um processo já desenvolvido dentro da corporação.
Prezando as doutrinas de segurança da
informação. Sendo de forma resumida, as principais contribuições deste trabalho
são:
● A introdução a segurança da
informação e aplicação de uma política de segurança da informação no meio
corporativo;
● A importância de manter os dados
seguros e de conscientizar as pessoas que segurança da informação é de extrema
importância;
● Causas e Consequências de se investir
em segurança.
O restante este trabalho está
organizado como descrito a seguir. Na Seção 2, apresentam-se trabalhos
relacionados. Na Seção 3, introduz-se à
Segurança da Informação e seus princípios. Na Seção 4, introduz-se a segurança
no meio estratégico. Na Seção 5, apresenta-se a importância de manter os dados
seguros e de conscientizar as pessoas de que o ativo: segurança da informação, é de extrema
importância. Por fim, na Seção 6, são apresentadas as considerações finais.
2. Trabalhos
Relacionados
Desde os primórdios do mercado de trabalho, a informação é um dos ativos
mais valiosos para o ambiente organizacional. Segundo FETZNER, “A Tecnologia da
Informação (TI) vem revolucionando profundamente as estruturas de trabalho e da
sociedade em geral. Ela está intimamente associada à reformulação do sistema
capitalista de produção, que caracterizou as últimas décadas do século XX e para
o qual o desenvolvimento tecnológico deu suporte. Ao esboçar cenários no mundo
do trabalho, portanto, é indispensável referir como a tecnologia, sobretudo a
partir dos anos 90, impacta profundamente na sociedade e o campo das
organizações em particular”. (FETZNER, M. A. M.; FREITAS, H. Implantação de
Tecnologia da Informação nas Organizações.
Pág.3). Por interferir diretamente
no diferencial de uma empresa, portanto, a sua proteção deve ser sempre feita
respeitando os princípios básicos de Confidencialidade, Integridade e
Disponibilidade (CID), garantindo assim uma proteção válida para as informações
de uma corporação. Sendo o CID descrito
como:
Confidencialidade: É a garantia de que a informação é
acessível somente por pessoas autorizadas a terem acesso. Para PEIXOTO (2006,
p.38) “A tramitação das informações deve contar com a segurança de que eles cheguem
sem que se dissipem para outros meios ou lugares onde não deveriam passar”.
Integridade: É a preservação da exatidão da
informação e dos métodos de processamento. Segundo Lyra (2008, p.3) “A
informação deve estar correta, ser verdadeira e não estar corrompida”.
Disponibilidade: É a Garantia de que os usuários
autorizados obtenham acesso à informação e aos ativos correspondentes sempre
que necessário.
3. Segurança da
Informação e seus Princípios
A segurança da informação é de
extrema importância em uma corporação, pois, mantém a proteção dos dados e
informações preciosas de uma empresa, e no caso de não haver uma doutrina de
segurança se pode ocorrer fatos que possam comprometer a informação e
prejudicar economicamente todo o meio corporativo.
3.1. Proteção dos dados
e informações nas organizações
As pessoas são o ativo onde é
encontrado o maior número de vulnerabilidades.
Não adianta somente ter os controles na parte tecnológica, também é
preciso que haja a conscientização de todos os colaboradores presentes no
conjunto, desde a diretoria até o cargo mais baixo. Segundo o livro “Segredos do H4CK3R Ético”,
escrito por Marcos Flávio Araújo Assunção, é abordada uma passagem interessante
no capitulo “Manipulando Sentimentos” no qual, através do sentimento de
Curiosidade, um Cracker instalou um outdoor na frente da empresa alvo com as
palavras “Compre seu celular de última geração de modo fácil: entregue seu
aparelho antigo e, com mais um real, escolha aquele que você quiser ter” e,
abaixo, a URL do site. Claro que este site estava com códigos maliciosos no
qual foi possível acessar vários computadores da organização através de
vulnerabilidade de softwares e sistemas operacionais.
Uma das possíveis maneiras de
diminuir as vulnerabilidades referentes as pessoas no meio de trabalho é
aplicando uma política de segurança da informação, que são normas de segurança
que devem ser cumpridas por todos. Ao aplicar uma política de segurança da
informação em todo ambiente da empresa é necessário que sempre tenha um
treinamento, e que esteja sempre apresentando uma forma de conscientização para
os colaboradores sobre a importância do ativo: informação e a segurança do
mesmo.
4. A informação como
meio estratégico
A globalização está ficando cada vez
mais forte no mundo e com isso as pessoas estão ficando cada vez mais
dependente da tecnologia da informação, com as empresas a situação não é
diferente.
Na era atual, a informação é tão
importante para as organizações que está chegado ao ponto de fazer parte do
plano estratégico para a garantia do negócio, sendo um diferencial que pode ou
não manter uma corporação no mercado de trabalho.
4.1. Investimento em
segurança da informação
Segundo a 10ª Pesquisa Nacional de
Segurança da Informação realizada pela Modulo Security, há um desinteresse de
certas empresas por buscar solucionar tal fato que acarretou em uma perda
financeira, resolvendo assim de uma forma mais improvisada o que no momento se
pode solucionar, não visando uma ideia de total solução para problemas futuros.
Segundo a pesquisa, os problemas que geram perdas financeiras na maioria dos
casos são na questão de proteção de vírus que invadem as máquinas e acabam
infectando todo o meio e impossibilitado o uso, e até mesmo a perda dos dados
armazenados na máquina que esteja vulnerável a ataques, dentre esses problemas
há dos spams, roubos internos de dispositivos, divulgação e roubo de senhas,
entre outros que prejudicam todo o meio profissional de uma empresa.
Gráfico 1: 10ª Pesquisa Nacional de Segurança da Informação
realizada pela Modulo Security
A partir disso a política de segurança da informação vem a
atribuir doutrinas para uma gestão de qualidade dos ativos principais de uma
empresa que envolvem tecnologia. Não há como transmitir ao empregador que
segurança é uma forma de ganhar dinheiro, mas que seja algo que possa proteger
o que já se tem conquistado, não acarretando em prejuízos futuros.
5. A aplicação de uma
política de Segurança da informação
Como foi
visto nas seções anteriores manter os dados seguros é uma coisa muito
importante a ser considerada pelas organizações, pois atualmente estamos na era
da informação e quem tem a informação tem o poder de manipular os meios.
Segundo Ferreira:
“A política, preferencialmente deve
ser criada antes da ocorrência de problemas com a segurança, ou depois, para
evitar reincidências. Ela é uma ferramenta tanto para prevenir problemas legais
como para documentar a aderência ao processo de controle de qualidade.”
(FERREIRA;FERNANDO, 2008, p.36)
Uma das
formas de aplicar a segurança dos dados empresariais é implementando políticas
de segurança da informação que segundo a norma ABNT ISO 17799:2005 uma política
tem como objetivo: “Prover uma orientação e apoio da direção para a segurança
da informação de acordo com os requisitos do negócio e com as leis e
regulamentações relevantes”, a partir disso podemos iniciar uma classificação
desta informação, sendo ela pública, interna ou confidencial.
Informação Pública: são informações disponíveis para
qualquer pessoa, não importa quem seja, nem o seu cargo na empresa.
Informação Interna: são informações disponíveis apenas
para um certo grupo, que faz parte internamente da corporação, não
possibilitando que a informação seja transmitida para outros meios externos.
Informação Confidencial: são as informações que podem causar
certo risco para a empresa se caso alguém não autorizado souber algo a
respeito, sendo essa informação restringida a um pequeno grupo de pessoas
dentro da corporação.
À grosso modo pode-se dizer que a aplicação de uma política
de segurança da informação pode significar uma possível redução na
probabilidade de ocorrência de quebra da confidencialidade, integridade e disponibilidade,
tal como a redução de danos financeiros causados por eventuais fatos, portanto
deve se ter uma boa gestão de continuidade que visa a investir em segurança em caso
de ocorrer futuros incidentes, agindo com novas proteções que auxiliam para uma
solução mais eficaz. Uma boa gestão de continuidade deve ter os seguintes
processos:
·
Realização
de análises de risco no âmbito do plano de continuidade do negócio;
·
Desenvolvimento,
revisão e testes no mínimo anualmente no âmbito do plano de continuidade de
gerenciamento de pessoas dentro da organização;
·
Desenvolvimento,
revisão e testes no âmbito do plano de continuidade no gerenciamento de
tecnologia da informação;
·
Garantir
o cumprimento das leis e outras legislações vigentes;
·
Zelar
pelos direitos de propriedade de todos os aplicativos de informática da
empresa;
·
Consultar
uma auditoria para verificação de pontos críticos de melhorias no ambiente da
empresa.
·
5.1. Conscientização de todos os colaboradores
Mesmo sendo de grande importância, a política em segurança da informação,
para muitas pessoas não é lá de muita atenção, pois acham que os meios podem
ser solucionados com outros métodos informais que em muitas das vezes acaba
falhando em seu objetivo, portanto, a
proteção dos dados e informações deve-se estar em constante observação por
todos os colaboradores, devem estar conscientizados de que segurança da
informação é muito importante e que devem seguir rigorosamente as políticas de
segurança.
6. Considerações finais
Considerando os riscos trazidos da utilização de TI e da
dependência dessa tecnologia dentro das empresas, que, no qual vem adotando por
ser algo primordial para o avanço no mercado. A tecnologia da informação
necessita de um ativo para sua proteção, sendo a SI (Segurança da Informação) a
possível solução para à proteção desses meios, transmitindo e armazenamento os dados
de forma segura e diminuindo as vulnerabilidades do meio. A partir disso a SI,
vem crescendo cada vez mais, necessitando se realizar estudos sobre este tema
utilizando-se, inclusive, uma lente teórica própria das ciências sociais.
Neste trabalho, foi apresentado o quanto é importante se
investir em políticas de segurança da informação no meio corporativo. Tal
aplicação no meio é capaz de prover doutrinas de comportamento e restrições no
acesso de dados da empresa, sendo uma informação externa, interna ou pública.
Visando a melhor integridade, disponibilidade e confidencialidade, orientando e
desenvolvendo um novo método de aplicação, que ao analisar cada situação ao
prover a melhor solução de ativos de proteção de dados e informações.
Referências
ALBERTIN, Alberto Luiz. Política
de segurança de informações: uma visão organizacional para a sua formulação.
São Paulo: Elsevier, 2010.
LYRA, Maurício Rocha.
Segurança e Auditoria em sistemas de Informação. 1ª ed. São Paulo: Editora
Ciência moderna, 2009.
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